segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O vagabundo e a debutante

Com a rosa nas mãos todos os dias,
Entrelaça-se entre falas e pensamentos;
Conta-lhe todas as alegrias,
Apresenta-lhe os mágicos momentos...
Declara seus amores sobre o mundo,
Proclama-se poeta vagabundo...

Ela sente saudade quando é dia
Pensa nas palavras; impaciente põe-se à canto
Embeleza-se ao pé da estrela; sorria!
Faz de debutante seu encanto.
À paixão insensível está fadada
Por outro jovem, brilha enfeitiçada.

De tanto confessar-se à Lua, eterno amante virou. A Lua, uma doce alcoviteira apaixonada.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Bom princípio de ano novo!

Bate à porta teu bom princípio
Ou a pobreza de quem te visita?
É tua ajuda ou rendição?
Vês a destreza do pedinte ou a tristeza no olhar da criança?
É tua nova vida que bate à porta ou a mesmice da vida alheia?
O que vês?
O apelo de quem pede ao conforto de quem doa?
Tua vida luxuosa reduzida ao pico máximo da injustiça
ou o cume da compaixão reduzido à ignorância?
Vês como queres ou como deverias querer?
Os milésimos de segundos da tua atenção ou os últimos segundos do teu luxo?
O que vês?