Correm longos, longos fatos...
E uma pena escreve pobre,
Riem, cospem, sentem aos tatos
De pena digna, a vida nobre.
Simples vistas, meus olhos cobrem,
Plantas belas, canto o belo, o sol, ou ratos...
Imperfeições não há que me dobrem,
Deslumbro-me em verdes matos...
Raios, rios, represas, o mar...
Nuvens, íris, pele, beijos...
Ah, o cuidar...
Que pena nobre vida,
Desprezo alegria comprada
O “tal” dela, esquecida...
Se não-simples, enganada.
Mas ainda que adquirida,
É alegria, alegria, um sorriso.
Vida não é sofrida...
Exceto a do indeciso.
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