quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Açaí
Faço o tudo barra nada deitado adormecendo-lhe esqueço que há música rolando... Essa é a combinação da beleza ao lado com meu de lado idolatrado ócio! É a fanfarra da manhã de farra que começa! É uma troca de beijo e beijos em troca de cafunés... Da minha à sua rede. É da Pasárgada que li ontem o desvairado e ocioso e teimoso e cheiroso e charmoso ou apetitoso e delicioso gozo da tarde insana... São estes acúmulos de “ês” para escrever que o “juntos” é combinação dos dois deitados; São os acúmulos de “ous” para descrever que aqui até o nada leva “ous”, ou o que seria? Aquele lance de desejar sentando sentado esperando olhando teimando observando olhando criando cuidando roendo olhando ouvindo o som antes esquecido; assim sem vírgula pois a vírgula vírgula pouco importa quando se trata de um dia de ócio desvairado criado lambido comido antropofágico! Levou anos mas eu deitei, assim, com vírgulas, pois agora o chão é fofo e de chão fofo eu quero viver... Viver deitado tomando chocolate quente chocolate frio e passando seu frio... Na cama ou na rede ou alisando seus pelos, roçados aos meus! Ah, e há os alísios e há os Elíseos! Os alísios levam a pena, e que pena, é uma pena que não carregue minha maçã até mim... Deixo seu ócio por um mero minuto e é o fim infindável do mundo! Quero afanada roubada e deitada e quero de pé sem pé e no pescoço e ao pé do ouvido e com a boca na coxa! Percorrer o pecado calado banido atirado e correr ou dar voltas em você ou girar em torno de mim ou do meu ócio ou do seu olhar adormecido! Desvairada essa boca de lábio de mel de menina ternura de açaí tenho aqui... Noite sem escrúpulos sem adorno sem adereço sem jóias ou brincos e colares ou roupas e espalhadas no canto as roupas suas... Meu ócio é tanto que são duas nuas indo e vindo assim sem exclamação de um exclamado e ardente e inquietante e [...] Baby, entre nós só há calor e cerveja, pois o vinho acabou e levou sobriedade e agora não há nada além de uma gota entre estes corpos ébrios ofegados ofeguidos orfeurizados ofegantes e cantantes... Abastados abobalhados chocados! Embebedados e caluniados enganados pelo tempo! Cobre com doçura! Ouro com mel! Dourada no sol! Prateada na lua! Animada no sofá é desvairada toda essa loucura... Loucura de agarrar e arrasar a nuca sua toda nua despida aventurada mais que amada!É armada neste seu litoral nada recortado enfeitiçado enfeitiçante envolvente em volta da minha ameaça... É tal madrugada que ofegado deitado envenenado pelo mel assim sem vírgula vírgula quero outra dose... Formam minhas doses de particípios os princípios desta luxúria obscena obcecada acenando e pedindo e clamando e implorando por mais mais mais mais mais - mais "ais"! Pausa verde! Abençoado encarnado induzido ao abusivo calor deste corpo... Adocicado parado proibido divertido entretido com o meu! Faz a música lembrada ser esquecida e o mel dosado entorpecido pela manhã de um sol intrometido.
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