A Vontade não pensa.
O Desejo, essência do sentir, urgência do Querer.
A Vontade atemporal na iminência urge após surgir.
O Querer, iminente, de saudade pouco sabe;
O Desejo respondente, amoral, exigente, não se cabe.
O Querer não respeita espaço, rejeita distancia.
O Desejo encorajado, se não vai, faz balburdia.
A Vontade decidida, na esperança, se fica, é desordeira.
E cresce gigante, sem respeito, irracional.
Incontrolável, o Querer te põe no passageiro, sem cinto, em
risco.
Insistentes, levam-te pelos braços ao querido, desejado.
Quando vês, estás na porta, requerente da presença, querente
do querido.
Quando vês, Desejo, Vontade, Querer; satisfazendo-se,
satisfazendo, satisfeitos.
E partem, na partida e da despedida se recriam.
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