Psico-relatividade.
Tornaste, então, acorrentado ao próprio corpo.
Amordaçaste tua alma, dominada, contida, perdida em teus
anseios.
Entorno de ti, envolto às tuas amarras, inundado pelas tuas
vontades;
Clamas por abolição, das tuas correntes, das chamas do teu corpo
ardente.
Correnteza de prazeres, com certeza de tuas estacas, teus
próprios grilhões, escravo és tu dos teus desejos.
Abster-te seria rejeitar tua sujeição.
Abster-te é alcançar a abolição.
Mas se finda o teu desejo, tua quietude é morbidez.
Encontras a soltura em ti; és posto em grades.
E na cela, agora és tu escravo.
Escravo, então, agora, és tu da rendição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário