Vez ou outra escapo da minha rotina.
Terminam os dias de estudo, começam os de leitura...
Eu ouço, toco, canto, não danço. Entro sim na dança...
Vez ou outra dou vida à vida minha sem esperança...
Busco uma Pasárgada. Nem lembro minha última embriaguez.
Agora que o tempo acalma,
Há tempo pra conversar...
Buscar na ideia sua...
Vou de Sócrates a Salvador Allendi...
Aqui passo por Mario Quintana.
Não há esperança, amigos.
Apenas minha vida que não se cansa,
Que busca numa leitura, algo que ainda não saiba.
Não há arrogância, pobres amigos.
Apenas minha vida que cai na dança,
Sem esperança de ser feliz.
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