Há um refúgio,
O qual desperta desejo.
É calmo o refúgio...
O repouso, interminável.
Preferiria habitar tal descanso
A viver nessa vil e findável morada.
Avança sobre mim tal leito,
Soturno e terno em dia,
De conforto intrigante em noite calada.
É exasperado meu repousar.
Forasteira, eremita faz-se a vida,
Avança sobre mim o despeito do pesar
Distribui abraços sobre a tão vivida esperança cansada.
Se faço do viver,
Um viver sem fim,
Não tenho abrigo possível.
Se a vida faz-se viajante
Encontra em mim o descanso
Era minha ânsia.
Agora faz parte de mim o repouso.
Fazê-la agitada (a vida)
Não o ouso.
A vida tem de ser leve,
Fazê-la agitada (a vida) em vida,
É torná-la vida sofrida.
O breve viver, ou viver breve?
O refúgio, o do início
A vida que o leve!
Não faço corrida na vida
O viver, mesmo breve
Não faz da vida um comício.
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