terça-feira, 17 de maio de 2011

O breve descanso da vida!

Há um refúgio,
O qual desperta desejo.

É calmo o refúgio...
O repouso, interminável.

Preferiria habitar tal descanso
A viver nessa vil e findável morada.

Avança sobre mim tal leito,
Soturno e terno em dia,
De conforto intrigante em noite calada.

É exasperado meu repousar.
Forasteira, eremita faz-se a vida,
Avança sobre mim o despeito do pesar
Distribui abraços sobre a tão vivida esperança cansada.

Se faço do viver,
Um viver sem fim,
Não tenho abrigo possível.

Se a vida faz-se viajante
Encontra em mim o descanso
Era minha ânsia.
Agora faz parte de mim o repouso.


Fazê-la agitada (a vida)
Não o ouso.

A vida tem de ser leve,
Fazê-la agitada (a vida) em vida, 
É torná-la vida sofrida.

O breve viver, ou viver breve?

O refúgio, o do início
A vida que o leve!
Não faço corrida na vida

O viver, mesmo breve
Não faz da vida um comício.


Nenhum comentário:

Postar um comentário