Imaginem o olhar perdido no horizonte! Será que ele está realmente perdido? Devemos concordar que é um olhar diferente e distante. Diferente por aparentar ser pensante, distante por estar fora do nosso alcance. Mas será que realmente está ele fora do nosso alcance? Desacredito que, ao olhar horizontalmente, as conclusões se percam e muito longe disso, creio que são nesses olhares perdidos e desacreditados que estão as maiores fontes de silogismos.
O texto aqui, em si, já parece horizontal e longínquo, mas, por favor, peço que imaginem um olhar de fato distante... Não é qualquer busca por solução ou aquela visão estática de quem fixa as retinas num ponto qualquer... Falo de um olhar específico! Falo de algo que preciso demonstrar... Algo que aprecio tanto não pode ser representado em palavras... A foto do post passa batida pelo que realmente representa este olhar cheio de dúvidas, questões e descobertas... É uma paralisia vertical: não existem céu e terra. O único movimento sensorial é a percepção...
É tão perfeito esse olhar que de simples faz-se histórico e de tão calmo e pacificador esconde toda a agitação que ocorre na imaginação! É um olhar com mão no queixo que denota o ser pensante, mas esconde o ser sensível... A sabedoria que você procura se esconde no horizonte e é o horizonte que você almeja... O caminho? Totalmente ladrilhado de sentimentos. A sensação? Maravilhosa! O tamanho do caminho? Para alguns é monstruoso. Para mim? Consigo traçá-lo de olhos fechados.
Sinto que às vezes o esqueço (o olhar perdido) completamente e sabe quem bate à porta, insistentemente?
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