sexta-feira, 15 de abril de 2011

Presságio

Quando o sol partir, estarei eu a esperar-lhe na calçada;
Você trazendo flores ao vento...
A luz brilhando no reflexo da sua pele,
Pássaros invejando o som da sua voz
E como as gotas em esforço para se encontrarem,
Aguardarei eu encontra-la em abraços,
Ansiando por senti-la
Como rosas às vésperas da primavera

No sonho, como nunca,
É a vida que me persegue
E que se oculta ao acordar
Você com manhas de menina
Esperando pelo beijo
O fim de tarde florescendo...
No sonho, as flores não se espalham;
Você não caiu...
O mar em estardalhaços,
O terno beijo ainda em vigor,
Mas ao acordar tudo era sonho,
Pois no sonho você não partiu
O sol não se pôs...
E a pele ainda faz brilhos;
Ao acordar, não eram as águas,
Tão pouco o sol a comandar a doce/triste sinfonia;
Nada além do ar ofegante,
Pois ao abrir meus olhos, você partia,
Fechavam-se os seus,
Pois no sonho eram só sorrisos
E em vida, um mar de lágrimas
No sonho você sorria,
Não me feria
Bradava com intolerância seu silêncio

Pois no sonho você era viva
Viva não era mais ao acordar....


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